quinta-feira, 19 de setembro de 2013


19 de setembro de 2013

Capital do Maranhão também é alvo de operação da Polícia Federal

Atual7
Operação da Polícia Federal tem o objetivo de desarticular organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de má gestão de recursos de fundos de pensão. Foto: Reprodução
Operação da Polícia Federal tem o objetivo de desarticular organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de má gestão de recursos de fundos de pensão. Foto: Reprodução
Além de três municípios do interior maranhense [Santa Luzia, Barreirinhas e Bom Jesus das Selvas], São Luís também é alvo da Operação Miquéias, deflagrada pela Polícia Federal, desde o início da manhã desta quinta-feira (19), contra lavagem de dinheiro e má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da PF do Maranhão, em nenhuma dessas cidades houve mandados de prisão, apenas mandado de condução coercitiva [quando os envolvidos são interrogadas e logo depois liberados].
A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes das pessoas investigadas, mas adiantou que foram cinco pessoas: uma em São Luís, outra em Bom Jesus das Selvas, uma pessoa em Barreirinhas e mais duas em Santa Luzia.
Em São Luís, a PF já terminou a operação e apreendeu dois aparelhos celulares, pen drive, HD e agendas telefônicas. Em todo o Estado, a Polícia Federal teve ainda acesso aos saldos bancários, extratos e documentos de compra e venda da pessoa investigada na capital. O material será trazido para São Luís.

Operação Miquéias

De acordo com a PF, o objetivo da Operação Miquéias é desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusda de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Essa é a primeira operação da história da PF no combate a esta espécie de crime, segundo a corporação.
A investigação, de acordo com a polícia, começou há um ano e meio para apurar lavagem de dinheiro por meio da utilização de contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro”.
A PF disse que detectou a existência de um “verdadeiro serviço de terceirização para lavagem do dinheiro proveniente de crimes diversos”. Nos dezoito meses de investigação, a polícia estima que foram sacados mais de R$ 300 milhões de reais nas contas dessas empresas.
Nas investigações foi detectado também pela PF que policiais civis do DF eram responsáveis pela proteção da quadrilha. A polícia descobriu ainda que a organização criminosa aliciava de prefeitos e gestores de Regimes Próprios de Previdência Social para que eles aplicassem recursos das respectivas entidades previdenciárias em fundos de investimentos com papeis geridos pela quadrilha, o que configurava o desvio dos recursos. Os prefeitos e gestores dos regimes próprios de previdência eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado.
Os presos devem responder por gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
Além da capital e outros três municípios do Maranhão, foram confirmadas irregularidades especificamente nos Regimes Próprios de Previdência Social das seguintes prefeituras: Manaus/AM, Ponta Porã/MS, Murtinho/MS, Queimados/RJ, Formosa/GO, Caldas Novas/GO, Cristalina/GO, Águas Lindas/GO, Itaberaí/GO, Pires do Rio/GO, Montividiu/GO, Jaru/RO.
BNC Polícia

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