Eleições 2014 no Maranhão e o Candidato X
No Maranhão depois que as coisas
acontecem aparece uma legião de pessoas dizendo que sabiam, que tiveram
um sonho, que sentiram algo estranho e que já tinham dito aquilo...
Isso é uma tradição entre nós, mas é uma vaidade...
Antes que as
eleições de 2014 ocorram, que deixar registrado algumas constatações e
outra tantas suspeitas sobre a disputa ao Governo do estado do Maranhão.
Particularmente olhando para a candidatura de Flávio Dino.
1- A maioria
das pessoas que conheço, ligadas ao campo político, afirmavam, na época,
que o momento de Flávio era aquele. Tratava-se da eleição para prefeito
de São Luís, em 2012. O próprio Flávio não mostrava interesse e em seguida veio um fato triste de ordem familiar.
2- Essas mesmas pessoas temiam a traição, uma verdadeira peça mestra na nossa política, contra Flávio. .
Bem, o candidato foi Holanda e durante a campanha o tempo todo
o Flávio aparecendo nas propagandas do candidato a prefeito. Daí
começou um hiper-exposição de Flávio em todos os meios, inclusive nas
redes sociais. A pergunta é isso foi ideia de marqueteiro, dos
estrategistas políticos ou de ambos?
Em seguida,
logo após as eleições municipais, teve início uma série de divulgações
aparece "pesquisas" com Flávio com números extraordinário, uma que
circulou na internet marcava 62% das intenções de voto. Novamente
perguntas: quem verdadeiramente quis tal divulgação? Os aliados ou os
adversários? "Pesquisa" sem candidatos concorrentes definidos.
Principalmente o candidato dos Leões.
Recentemente
saí indagando diversas pessoas que acompanham a disputa política sobre o
contexto. A maioria dessas pessoas destacaram problemas na campanha de
Flávio. Então o que motiva alguns aliados de Flávio se comportarem como já tivessem vencido? As intenções de voto? Ou é puro descuido profissional?
Agora vamos a
alguns detalhes. Depois de tanta exposição e discursos de Flávio,
pergunte aos eleitores quais as propostas de Flávio que eles lembram.
Além disso, o discurso de Flávio não tem mudado, tornando-se repetitivo,
bem antes do tempo. É só perguntar aos cidadãos o que acham dos
pronunciamentos dele.
Nas
próximas eleições Flávio não vai mais ser novidade e aos poucos fica
sem motes fortes. O discurso da mudança do jeito novo de fazer política,
de "não roubar e não deixar roubar" (não duvido de sua integridade)
fica atenuado com as últimas adesões a sua campanha, em parte,
dissidentes ou traidores do grupo Sarney, que em nada lembram renovação e
não podem servir de exemplo de moralidade no trato com a coisa pública.
Flávio pode ter atraído mais voto com essas adesões, mas também pode
ter atraído rejeição. Isso pode enfraquecer o discurso de moralidade e
renovação política. Por quê? Porque não importa
só Flávio gozar de credibilidade, mas também a equipe que vai governar
com ele. O próprio Flávio não pode ser secretário de todas as
secretarias, nem todos os membros de seu partido. Fazer contraste por
essa via parece que não vai ser tão fácil. O que não falta são manchetes
negativas sobre alguns de seus novos aliados. Na propaganda eleitoral
aparece de tudo.
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