Imagem do Dia: o voto da presidenta
A
presidenta Dilma Rousseff participou neste domingo, 10 de novembro, em
Brasília, da votação no Processo de Eleições Diretas – PED 2013 do
Partido dos Trabalhadores.
A presidenta Dilma votou por volta das 16 horas na sede nacional do Partido, em Brasília.
Ela foi recebida pelo secretário nacional de Assuntos Institucionais do PT, Geraldo Magela, que representou o presidente nacional Rui Falcão e Comissão Executiva Nacional do Partido.
(Portal do PT)
A presidenta Dilma votou por volta das 16 horas na sede nacional do Partido, em Brasília.
Ela foi recebida pelo secretário nacional de Assuntos Institucionais do PT, Geraldo Magela, que representou o presidente nacional Rui Falcão e Comissão Executiva Nacional do Partido.
(Portal do PT)
Te cuida, Eduardo Campos
Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital, blog do Miro.
Que tente tapar o sol com a peneira quem
quiser tentar. Inútil. Não é possível mais esconder as trombadas entre
Eduardo Campos e Marina Silva e as consequências derivadas desse choque.
A relação entre os dois é um modelo novo
de coligação entre um partido existente, o PSB, e um partido
inexistente, a Rede Sustentabilidade. Por isso, Marina não é apenas
ornamentação. Tem vez e voz.
A melhor imagem para explicar a aliança é
a maternidade. O PSB seria a “barriga de aluguel”, onde está em
gestação a Rede. A “barriga” de Marina, puxando votos, representa o
ventre onde cresce a candidatura de Eduardo Campos.
As pesquisas de opinião dão indícios de
que ela tem condições de transferir para Eduardo Campos parte de votos
prometidos, até então, a ela. É possível considerar, pela última
pesquisa Ibope, que os 6 pontos de crescimento (de 4% para 10%) do
pré-candidato do PSB resultaram da retirada do nome dela da disputa. É,
porém, mais um caso de suposição do que de ciências exatas.
Há sinais mais fortes que a
transferência de votos. A presença de Marina provoca efeitos colaterais
desastrosos para Eduardo Campos. Pode, por exemplo, isolar a quase
solitária candidatura do governador de Pernambuco à Presidência da
República. Ele precisa de aliados, de recursos e de tempo na televisão. O
PSB, sem alianças, dispõe de 1m40s do horário eleitoral.
Nesse “casamento” com Marina,
inesperado, Campos é quem faz a costura política. Para dentro e para
fora. Presidente do PSB, ele tem poder incontestável na agremiação.
Marina descostura com a prática do
excesso de zelo. É a guardiã da pureza política inalcançável. Ela já tem
um boletim de ocorrências negativas grande para tão pouco tempo de
atuação como parceira e virtual candidata à Vice-Presidência.
Desferiu o primeiro ataque contra
Ronaldo Caiado (DEM), identificado como “inimigo histórico”.
Recém-chegada ao PSB, ela não sabia que provocaria com a declaração o
rompimento de uma aliança eleitoral que Campos costurava em Goiás. Mas
não parou por aí. Bloqueou a aproximação do PSB com o PDT, partido que,
na definição dela, conduz o Ministério do Trabalho “como um feudo”.
Na segunda-feira 4, criou atritos numa
reunião, em São Paulo, para definir a estratégia política no maior
colégio eleitoral do País. Ela defendeu a necessidade de ter um
candidato próprio no estado. Tinha na bolsa o nome do deputado Walter
Feldman.
Em São Paulo, o PSB trabalha, porém,
pela reeleição do tucano Alckmin. E assim será. Marina perdeu. Há,
inegavelmente, nessa aliança uma contradição entre o que parece ser novo
com o que parece ser velho.
Campos é um político clássico. Não pede a
carteira de identidade ao filiado. Foi ao Piauí para consolidar o apoio
do ex-senador Heráclito Fortes, ex-DEM e agora do PSB, um político com
feitos negativos que dispensam apresentação.
Não é possível, porém, imaginá-la dando
as boas-vindas a Heráclito com um sorriso constrangedor ou, muito menos,
com um beijinho amigável nas descomunais bochechas dele. Pelo apoio de
Heráclito, Marina nunca iria ao Piauí.
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