quarta-feira, 24 de julho de 2013
Professor do ensino médio terá bolsa para melhorar desempenho.
Professores do ensino médio da rede
pública receberão uma bolsa do Ministério da Educação para participar de
curso de aprimoramento.
A medida faz parte de uma série de
ações em estudo pela pasta, em parceria com o Consed (conselho de
secretários estaduais de educação), para melhorar a qualidade dessa
etapa da educação.
O objetivo é corrigir eventuais
deficiências da graduação do docente, com foco nos métodos usados em
sala de aula e no novo currículo escolar, multidisciplinar, a exemplo da
prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
A bolsa pode ter início ainda no
segundo semestre, mas ainda não há orçamento definido. A medida segue
projeto já adotado pelo MEC para os professores alfabetizadores.
Esses docentes vêm recebendo desde 2012 auxílio de R$ 200 para participar de curso de formação de dois anos.
"Vamos trabalhar em princípio com
todas as matérias, mas nosso maior desafio hoje é matemática, física e
química. É onde não temos professores formados nessas áreas e onde estão
as maiores deficiências", afirmou o ministro Aloizio Mercadante.
LARGA ESCALA
Priscila Cruz, diretora-executiva da
ONG Todos pela Educação, elogia a iniciativa, mas pondera que o
universo de professores pode, na prática, dificultar bons resultados.
Pelos dados oficiais, o país tinha
no ano passado 418.665 docentes do ensino médio na rede pública (um pode
aparecer mais de uma vez caso atue em mais de um Estado).
"É uma formação em larguíssima
escala, no Brasil inteiro, e o desafio está mais na implementação do que
na concepção. Quem é que vai ser o formador desse professor? Temos
profissionais suficientes com conhecimento específico, por exemplo,
sobre didática [para aulas] de matemática?"
As ações para a reformulação do ensino médio devem ser apresentadas pelo MEC na próxima semana.
Na visão do Consed, o curso de aprimoramento deve respeitar as diferenças regionais dos professores.
Para o conselho, existe uma
"necessidade urgente" de rever o conteúdo da graduação desses
professores, apontado como muito teórico e "dissociado do cotidiano da
escola".
Fonte: Uol

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